Pular para o conteúdo principal

Relembrando...

Como algumas pessoas começaram a ler recentemente o blog, tendem a não ler os mais antigos, e sim os mais recentes. Por isso, trago aqui alguns bons textos antigos que recomendo:

O velho e a música

Gestos delicados (Homenagem Para Naty!!!)

IntercalandoOoOo...

LÁ de CimA!

O artista

Desbotando máscaras maquiadas

Quem disse que tudo tem que fazer sentido?

É só clicar no nome! ;)

Apreciem, e comentem! ObrigadoOoOo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O velho e a música

Era 4:30 da madrugada... Quando um velho músico, já cansado, pega seu violão e com os dedos meio trêmulos faz soar seu último acorde... Um DÓ . Ele tinha dó de si, e vivia esperando o momento de sua hora... A hora em que a vida o levaria pra outro mundo... A hora que tudo se acabaria, e começaria. Ele andava pra frente, olhava pra frente, vivia pra frente... não havia em seu câmbio a marcha RÉ . Seu carro velho chorava, como se o coração sentisse que o dono estava a partir... A ré já falhava e o freio nem respondia mais, mas os corações dos dois estavam de certa forma ligados... O motor partiu e em certo momento o aglomerado de sons que saía da correia do motor fez soar um MI . A senhora esposa, coitada... Cansada da vida, cuidava da casa e sentiu a falta do seu velho. Foi ao terraço onde ele estava sentado na cadeira de balanço, debruçado sobre o violão, de olhos bem fechados. Nem precisou verificar pulso ou respiração, entendia perfeitamente o acontecido. De sua delicada mão, a colh...

"Brasil! Mostra tua cara..."

- C omo a fumaça que destrói o vento puro, como a surdina torta fazendo barulho como a invasão da água intrusa no circuito como o atrito do lipídio entre meus músculos C omo alguns cacos derrubados no asfalto como a catraca emperrada do registro como a saliva que escorre em meio ao grito como a justiça mascarada do planalto C omo o pincel enferrujado em fina tela como o vazio na casa do vizinho marrento como a frieza encorporando um sentimento como a milícia e os tratores da favela C omo a linguagem distorcida pelo tempo como a gramática levada em gozação como as figuras de linguagem em ascenção como a passagem na avenida em passos lentos C omo o malandro que levou minha carteira e viu a morte alguns segundos depois como a mentira em meio ao amor daqueles dois como a tristeza do final de uma carreira C omo a paixão que dura apenas uma noite e de manhã pede o valor do seu trabalho como o coringa no final do meu baralho como os espinhos corrosivos no açoite C omo o tratado em desacordo c...

Restos (Soneto)

Há uns 6 anos atrás, quando eu tinha 14 anos e estava no 1º ano do colegial, eu escrevi alguns sonetos em um caderno que tinha comprado apenas para poesias, mas esse caderno só acolheu uns 10 sonetos ou menos... Na época eu só queria escrever sonetos. No começo eu escrevia no estilo arcadista, com versos decassílabos e rimas na regra; depois de um tempo, passei a escrever alguns sonetos mais contemporâneos, com mais abertura de expressão. Encontrei este caderno alguns dias atrás e o reli. Escolhi então um de meus antigos poemas para postar, espero que gostem. RESTOS Quando tudo acabou e foste embora, em mim ficou somente abismo e solidão... Minh'alma em pedaços soltos pelo chão sofreu cada minuto, cada dia e hora. Meu peito, de saudade, até hoje chora!... e ainda se deixa levar pela emoção; parece uma criança a sonhar em vão com coisas que não valem nada mais agora. Tudo o que pensei pra nós está perdido; os planos, emoções, ficaram sem sentido, arrastados pelo turbilhão de deseng...