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Mostrando postagens de fevereiro, 2011

Minha pequena seresta

Vizinhos fecharam janelas... Evitaram até escutar minhas notas peripécias de uma voz recém-desperta... É que acordei com uma vontade de cantar-te uma seresta! pra tentar, de manhã cedo, ver o teu sorriso brilhar... Cê apareceu, boneca! Linda ainda a bocejar e me jogou um beijo doce lá de cima da janela Perdi até coordenação nas minhas notinhas singelas mas de amor que me laçou, me prendi no teu olhar! Procurei me concentrar, pra cantar minha canção que eu compus só pra ocê, minha boneca, minha vida, Cá estava eu, feliz com teu sorriso em minha mira, e te cantando meu amor, do fundo do coração! Num momento um tanto simples, mesmo com toda modéstia teu sorriso iluminou mais que o sol naquele dia! Me perdoe o desafino, não sou bom em cantoria Mas que fique no teu coração minha pequena seresta.

Detalhes

Essa semana eu pude presenciar dois momentos interessantes. 1º momento: Passando por certo lugar, pude observar um senhor de idade arrumar seu aconchego embaixo do teto do terraço de uma igreja. Bem lentamente o vi retirar seu lençol cuidadosamente dobrado da velha bolsa e forrá-lo em cima do papelão estirado ao chão. Organizar lentamente os detalhes e deitar. 2º momento: No outro dia, logo cedo, pude ver o mesmo senhor se levantar, dobrar cuidadosamente o lençol, guardar seu papelão e olhar pra rua, sem rumo nos olhos, pensando em por onde andar e o que fazer para conseguir o alimento do dia. Seu olhar não brilhava, a serenidade parecia pintada a tinta no rosto do velho senhor. Apesar de o texto não ser necessariamente uma poesia, se imaginares o velho, em sua posição, com suas determinadas atitudes, talvez encontres a poesia que viestes aqui procurar.

Choro seco

Com a falta de lágrima, vem o turbilhão de questões que tentam responder o porquê de a tristeza parar de responder. O corpo se acomodou ao sofrimento? O sofrimento cessou? Chega um ponto em que... Não sabemos definir se a tristeza acabou, ou se a chegou a um nível tão alto que nos levou até as forças necessárias para o derramamento de uma mera lágrima. Vivamos então com a dor, a tristeza e seus milhares de sinônimos. De um mínimo, exilado, indeterminado ponto de vista... a tristeza é o começo da alegria. Que deixemos bem claro o fato de que a tristeza é uma dádiva! A frase prévia pode ser considerada hipocrisia, eu lhes mostro um novo modo de ver os dias que ainda nos restam: Se buscamos a alegria em milhares de coisas, e a tristeza sempre está no caminho... busquemos então a alegria na própria tristeza! Ninguém nunca procurou lá. *** Eu só quero minha lágrima de volta.