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Mostrando postagens de agosto, 2010

Os berros do coração de mulher

Atirei-te, espelho dele, pela brecha da janela! Quebra-te no chão em pedaços, teus cacos e tua tela que não vejo mais daqui; o carro já te atropelou enfim, não quero que voltes a refletir o meu amor. Atirei-vos, roupas dele, pela brecha da janela pois por mim nú ele iria para a casa da amante já aguardo um outro carro que virá a atropelar-vos e levarei o que deixou, até os últimos centavos. Esperarei despedaçada a chegada do canalha que, enquanto choramingo, deita com sua meretriz Há de ser o mal jogado em suas veias dilatadas! Pois aos prantos, berro meu, de tristeza me desfiz. E prometo, berro meu, se um dia ele voltar negarei-o até a morte, pois não vale tal apreço mas talvez, se ele chorar e ajoelhado suplicar quem sabe, talvez, sei lá, um dia... eu amoleço?

Aquele horizonte

Pra fugir de tudo, pra fugir do mundo, pra fugir da angústia dos desejos e anseios não realizados... Quando não dá mais... Eu olho pro horizonte. O horizonte é um lugar (pode-se dizer assim) interessante... Ele é calado, é suspirante, é frio e quente, é longe, é ideal. Olho sempre pra lá, viajo e lá eu fico. Até passar. ... É pra sentir a brisa molhada, é pra cheirar a essência do mar de longe, é pra ouvir o canto da sereia, é pra imaginar. ... Eu penso nele e eu penso, nele. É ele quem me permite descansar. ... Quem nunca foi ao seu horizonte?