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Mostrando postagens de dezembro, 2010

Foge comigo

Foge desse tempo! Onde a alegria é sonolenta, Onde o calor queima, Onde o frio é uma geleira imensa, Onde as curvas são vastas circunferências. Foge desse lugar! Onde a beleza é repugnante, Onde a maré é estrondante, Onde a conduta é decepcionante, Onde o medo é desgastante. Foge dessa vida! Onde a luz do sol não entra, onde a paz é uma tormenta, onde a lua é bem pequena, onde o amor é dor intensa. Foge comigo... Foge de tudo que impeça nossa estrela de brilhar, Foge da terra que deseje o nosso destino enterrar, Porque a nossa vida é um espetáculo a apreciar! Foge das almas que invejam nosso toque , nosso olhar , Foge de tudo que impeça a gente de se amar , Porque a essência de nosso amor eu hei de eternizar! PS.: Um dos poucos textos românticos que posto. Há muito tempo não postava textos assim, acredito eu. Enfim, espero que gostem. ^^

Palavras de Pai

Estive vasculhando meus baús, pra ver se encontrava minha paz. Encontrei um velho pergaminho, escrito com letras garrafais... parecia bem antigo, talvez do meu tataravô, sei lá... mas uma coisa ficou certa: Suas palavras estive a guardar. "Filho, todo esse tempo eu vi você crescendo... as vezes eu até esquecia que eu estava envelhecendo! Vi você cair, se machucar, chorar, sorrir, gritar, até perdi o momento em que a minha dor passou a silenciar. Meus gritos, meus erros, meus choros... vieram a calhar tiveram seu sentido, meu jeito de me expressar. Meus passos meio tortos, meus lamentos mais sentidos me foram necessários pra criar quem agora tenho visto. Orgulho de quem és, e de quem sempre serás, ficaram em mim as marcas dos teus risos, teus sinais, o amor que em ti plantei não morrerá nunca mais. Feliz agora eu sei que na vida saberás o caminho certo a andar... a alegria que me dá em ter a certeza de que criei um grande homem. Um dia tu verás o tanto que eu fiz e entenderás que t...

Eu e a saudade

Saudade falou comigo hoje... chegou ao meu ouvido e sussurrou teu nome. Meus olhos responderam com uma doce e leve lágrima, é a forma que ele tem de aparecer. Meus braços reagiram de uma forma inesperada, aonde estavam, ficaram. Parados. Meu pulmão soltou suspiros longos e gelados pra avisar ao coração que ele sente tua falta. Meu coração... entrou em coma e quase que não tinha alta! De acelerado que ficou, quase parou de vez. Meus pensamentos admitiram: Você faz as minhas leis. Quem sou eu pra questionar qualquer coisa em você? Saudade até se assustou quando viu meu parecer. no hospital imaginário, ví várias vezes o sol nascer... mas saudade, grande companheira, não saía do meu lado. Saudade, preocupada, começou a me dizer: - Esquece tua dor! Teu anjo há de reaparecer!

A reta. O som.

A reta. O som. A seta. O dom. A meta. O bom. A idéia. O tom. Entoando meus caminhos, descobri que sou desajeitado, despadronizado, variado. Cheguei então à conclusão que a minha desorientação me traz uma certa e audaciosa perfeição; considerando que o meu não e minha capacidade de negar o caminho desfaz toda a minha reta. Mas na curva estou sozinho! e daí? Minha linha, atrevo-me a dizer, é constantemente indireta. O que constrói a nossa reta, então, destrói o nosso som. mas pra mim não é nada mal; pois no fim, afinal, pra que andar em linha reta? Se o torto nos distorce, se a curva torce-nos em contorno, se o povo torce para o meu esforço se entortar em som. E o som não é nada reto! Pois é feito em contradição, é composto de uma disposição aleatória de personalidades, idéias e amores. No fim, O nosso som vive uma fuga da padronização pois a beleza da canção está na nossa única e peculiar inovação.