
Ás vezes o terror me parece confortável.
Ás vezes o medo me soa... adorável.
Ah, Se meus monstros fossem reais
e meus fantasmas nos fizesse companhia!
Talvez eu fosse mais feliz,
talvez eu consumisse mais daquela paz
que jaz no breu, no colo teu
onde meu corpo tende sempre a descansar.
No cais, eu sempre almejarei um pouco mais
daquela escuridão, onde eu costumava dormir e sonhar.
Aquela mulher que me observava da janela
toda noite, onde eu só via a silhueta...
Aquele monstro que vivia em meu armário
que me fazia tremer do pé até a cabeça...
Hoje em dia eu sinto a falta.
Ah, Se meus monstros fossem reais!
e meus fantasmas me ajudassem a derrubar
aquele cais, eu quero muito afundar.
Lá, bem lá embaixo, no breu do eterno mar...
quem sabe eu encontre a minha paz?
É fato que um dia tudo jaz.
Amor, esse seu texto é lindo, e finalmente consegui comentar, desculpa a demora. Quero que saibas que você é um verdadeiro poeta e eu amo muito a sua poesia. E eu me orgulho do esposo que tenho. Te amo.
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